segunda-feira, 26 de abril de 2010

Realidades paralelas.

A sua volta, muitas pessoas. Todas elas dançando ao som de músicas estranhamente parecidas, para ela todas iguais. Realmente, aquilo não tinha graça alguma. Todas as mulheres se debruçavam vulgarmente sobre uma bancada, que fornecia as bebidas, para talvez conseguirem pagar a metade do preço ou até mesmo conseguir um drinque gratuitamente. Os homens, também perto da bancada, tentavam levar as mulheres para algum canto ou mesmo para a pista. Se sentia estranha naquele lugar, tinha repulsa, nojo do que fazia lá. Afinal, não pertencia ao ambiente, nem ao grupo de pessoas que ali estavam. Mas não importava, tudo que queria naquele momento era se enturmar. "Chega de ser a estranha deslocada" pensava. Saía sempre acompanhada das festas, algumas vezes cedendo ao que os homens pediam. Voltava para casa por volta das 4 da manhã, quando não voltava mais tarde. Vomitava na banheira, quando chegava até ela, e caía no chão, completamente adormecida.
E enquanto isso, na casa da rua de baixo, Caroline lia um romance, vorazmente.


Entendam ou não, tentei dar algum sentido, porque não era essa a idéia do texto, originalmente. Mas vou tentar escrever o que estou querendo (desde o início deste blog rs). E também não gostei do título, mas não estou criativa esses últimos dias :/

domingo, 18 de abril de 2010

totalmente

sem criatividade pra posts. E certa preguiça também.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Faz de conta
que eu impressiono,
Que toda palavra,
conceitualmente, chama a atenção
Quero me sentir despreocupado,
quero viver,
à toa
Quero me sentir leve,
e isso deve ser o suficiente."



                          Weightless - All Time Low

Sabem o que percebi ?

Tenho que parar de confiar tanto nas pessoas. Parar de achar que todos são bons, e se não forem, que vão mudar se a gente acreditar e confiar. Não, eu não sou assim o tempo todo. Na grande maioria das vezes, sou chata, arrogante e ironizo quase tudo o que você fala. Mas em parte, também acredito que as coisas possam melhorar e sou bem legal com todos, até eu me irritar de novo. Só acho que esse é meu jeito de ser e que as pessoas deviam entender isso, não faço tipo pra chamar atenção de ninguém. E, mesmo sabendo disso, fazem gracinha comigo, fazem o que quiserem, como se eu merecesse. Tudo bem então, bata na minha consciência até que eu me renda. Só saibam que não vai ser tão rápido assim, porque apesar dos meus momentos de fraqueza extrema, eu ainda não desisti.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Olhando toda a situação de fora,

 sempre. Por trás da tela do computador, ela falava com pessoas que nunca havia visto na vida, e lhes aconselhava sobre coisas que nunca havia sentido e talvez nunca fosse sentir. Pode parecer ridículo, mas era melhor assim.
Talvez esse abismo que havia entre a garota esquisita de óculos redondos e qualquer tipo de paixão fizesse algum sentido, afinal. No fundo, ela sentia pena das pessoas com quem falava, por chorarem por coisas tão fúteis e idiotas, ao seu ver; talvez as pessoas sentissem o mesmo sentimento de pena por ela, porém o motivo era que a garota não tinha companhia alguma, em momento algum. Se ela ligava para tal sentimento? Não, porque apesar da solidão, toda noite a luz da tal tela iluminava um sorriso. Tal sorriso também se iluminava nos rostos daqueles com quem ela conversava, porque apesar do mar de frescuras e idiotices, os amigos sempre os apoiavam.
A única conclusão sensata que se pode tirar disso tudo é que, cada ser humano pensa ser melhor que o outro, quando não é digno da própria pena que sente.


Esqueci de avisar antes mas quando eu escrevo, vou colocando tudo que vai passando pela cabeça ,ou seja,  se me interromper, morre pode não fazer sentido (:
E outra coisa, fiz uma cagadinha legal aqui e meus comentários não aparecem na contagem ae \o/ nunca mexam nas configurações com olhos lacrimejando -dik


alguns minutos depois: a cagadinha está desfeita :D mas ainda mantenho meu conselho (y)

terça-feira, 6 de abril de 2010

.





"Lembro-me de cada olhar, o seu rosto
O seu jeito de revirar os olhos
O jeito, o sabor
Você torna difícil respirar
Porque quando eu fecho os olhos eu vou longe
Penso em você e tudo fica bem "





Two is better than one - Boys Like Girls

domingo, 4 de abril de 2010

- Bom dia !

 o senhor gostaria de contribuir com o lar de crianças carentes...
"Essa foi a 15 vez que levo uma portada na cara" pensou ele. E seu dia mal havia começado, ainda teria mais 3 horas exaustivas pela frente, até que a próxima voluntária viesse, atrasada novamente,e ele pudesse ir para seu segundo emprego que era nada mais nada menos do que uma lanchonete vagabunda. Muitos se perguntam se trabalho voluntário é um emprego. Para Peter era, já que gastava boa parte de suas horas do dia por lá, e recebia o seu pagamento sempre que voltava ao Lar da Tia Terezinha. Não era muito, mas pagava seus fast foods na volta para casa. Voltando ao segundo emprego, era um lugar velho, sujo, engordurado, cheio de bêbados fedidos e tinha o pior gerente da história. Ah, o gerente; seu chefe. Aquele velho gordinho não se cansava nunca de falar, e o pior de tudo era que mais da metade do que dizia era sobre como todas as milhões de esposas que já teve o traíram e fugiram com o garçom, o florista, o cara do posto de gasolina. Todos os dias de Peter eram assim.
Finais de semana? Só futebol e canais pornográficos, que roubava o sinal da casa do vizinho da frente. Nunca se casara, nem ao menos namorara alguém realmente. Não possuía talentos, a não ser fazer as crianças do Lar se irritarem e mandarem alguém tirá-lo de perto. Um completo imprestável sem amigos, que não tinha objetivo algum na vida e ria de sua situação cada vez que parava para pensar nela. Por quê? simplesmente porque renunciou a herança de seus pais, fugira de seu país de origem, envolvera-se com álcool cedo demais, engravidara uma completa desconhecida que agora havia de sustentar. Tudo isso porque queria curtir a vida. Pobre Peter, garoto tolo que agora acabara de se tornar um rapaz. Vive hoje a realidade de muitas pessoas que não sabem o que é realmente aproveitar a vida, deixando que tudo aconteça da forma mais fácil e divertida, sem querer saber de seus compromissos e responsabilidades. Sem querer crescer. E quando é chegada a hora, sofrem todas as consequências, e a culpa é somente deles.

Imagine um lugar,

abarrotado de gente, com muitas luzes piscando - coloridas ou não -, com música alta, pessoas loucas dançando e um mini-bar. Sim, é uma festa. Mas não uma qualquer, é a festa de 15 anos da sua melhor amiga (uma delas) em que você queria estar bonita e dar orgulho a ela, fazendo a dizer que sim, você era amiga dela e uma das melhores. Só que não foi exatamente isso que aconteceu. Você bebe demais, faz inúmeras idiotices, vomita muitas e muitas vezes, perde a "entrada triunfal" e o parabéns porque está no banheiro de frente a uma privada jorrando suas tripas todas para fora. E além de tudo isso, ainda conseguiu constranger, preocupar, incomodar todos os seus amigos presentes (menos o mais bêbado que você). Leve em consideração que praticamente implorou para sua amiga deixar você levar aquele amigo mega foda que queria apresentar a ela, ao mesmo tempo querendo proporcionar diversão ao tal amigo. Só o que fez foi deixá-lo preocupado e todas as coisas citadas anteriormente, conseguindo, com certeza, fazer ele te achar a mais completa idiota mundial. Essa foi minha noite de hoje, como eu me senti durante e depois, apesar da festa estar perfeita, tudo estar perfeito, menos eu. E escrevi tudo isso para me desculpar a todos aqueles presentes na festa (toda) e dizer o quão envergonhada e constrangida estou ao me lembrar do que fiz. É isso.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ela queria se matar,

naquele exato momento. No momento anterior, quis também. Afinal, porque ele fizera aquilo? Porque a maltratara tanto, fazendo-a chegar ao ponto que estava, ao estado em que estava? E apesar de estar completamente ferida e desiludida, ela podia ver com clareza que agora tudo fazia sentido. As tais saídas com os amigos exatamente quando sairiam juntos, finalmente; os dias em que ele não atendia o celular e ela sabia que estava sendo ignorada; às vezes em que ela dizia “eu te amo” e ele a olhava, não mais dentro dos olhos, e dizia “eu também” de uma forma tão vazia e fria que a fazia preferir não ter nem ouvido uma resposta. Não se podia culpar a garota mais bonita, mais popular, mais divertida com que ele estava saindo, afinal a culpa não era dela. Mas a quem poderia culpar se ela sempre tinha feito tudo aquilo que ele quis? Tudo jogado fora. Tudo esquecido e abandonado como se fosse simplesmente descartável, como se a vida dela não tivesse sido moldada às formas daquele amor julgado tão intenso, forte, inacabável. E, como tudo girava em torno dele, resta somente a carcaça, sem alma, debulhando-se em lágrimas vazias que levam, em cada uma, os sentimentos bons e toda a alegria e felicidade para fora. Realmente, ela podia se matar.

Quando eu escrevi esse mini-texto, estava um pouco triste (sei que dá pra perceber). Mas até que ele ficou bonzinho ao meu ver :D

Oi.

O meias na gaveta será o lugar onde vou tentar organizar minhas idéias. Também vou colocar textos que escrevo quando me vem alguma inspiração, e a grande maioria não possui um título. É isso, bem resumido (: