quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sempre alguém

vai te julgar errado. Não se sabe se o que ocorre é má interpretação, falta de observação. Ou mesmo tal pessoa nem conhece as coisas que nem você mesmo reconheceria em si. Realmente, a opinião alheia não é de extrema importância se sua mente for centrada e ninguém for capaz de mudar algum pensamento seu.
Talvez somente se note a expressão, a demonstração de felicidade absurdamente catalogada que temos que expor, custe o que custar. Por que falo justo da felicidade ? porque quando não há reação alguma você simplesmente não está satisfeito, como se fosse alguma obrigação mostrar para todo mundo qualquer que seja a conquista. Pode ser que não haja reação, que não seja definida; pode ser que nem ao menos tenhamos notado.
Concluindo e voltando ao ponto inicial, sempre alguém vai te julgar errado. Porém, seria errado julgar aquele que te julga ?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Conviver.

com nossa família;
nossos amigos;
nosso cachorro/gato;
nossa idiotice;
a idiotice dos outros;
nossos pensamentos;
nossas mentiras;
nossas verdades incertas;
nossas dúvidas;
dívidas;
vícios.
Nossa classe social;
nossa desigualdade;
nossa falta de consideração;
de reconhecimento;
e de respeito;
nossa tristeza;
nossa vontade de morrer;
nossa curiosidade;
medo;
desconforto;
nossa experimentação;
falta de ação;
descriminação.
Com os sete pecados;
as doenças;
os amores.
Conviver com a própria convivência, sentir, fazer valer a pena. (In)Felizmente, isso é necessário.

Nós somos

espelho da sociedade acéfala; indomáveis domados pelo medo e insegurança do que é visto e não do que realmente é. Vivemos pressionados, retraídos, indignados por não sermos capazes de quebrar o vínculo estranho que temos com o que os outros vão pensar. Todos diferentemente iguais, não pensam por si. Controlados por uma força que destrata e provavelmente ri da nossa estupidez e desgraça. Queremos sair, mas não há uma fresta sequer para que possamos fugir. Podemos fazer o que nos importará na vida porém nunca vamos deixar de ser tão incapazes.

domingo, 12 de setembro de 2010

Exagerando.

Não cogitaria ir embora e deixá-lo. Pudera antes um forte motivo levá-la a querer fugir, a desejar não existir, mas agora que o encontrou pôde entender que talvez aquilo tudo fizesse sentido; que era ali onde devia estar, bem ao lado dele.  Sabia naquele momento que faria tudo ao seu alcance para que ele ficasse bem. Se fosse necessário deixá-lo ir, ela deixaria. Esperava então o momento certo para dizer isso a ele, sem que parecesse  exagerado; apesar de ser difícil algo não aparentar o que é. Tinha medo de assustá-lo e perdê-lo, de sofrer como nunca sofrera antes. Aguarda a hora certa, acreditando que suas ideias fantasiosas irão tornar-se a mais concreta realidade.

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Como foi dito no título, extremamente exagerado. E o mais inacreditável é que escrevi ouvindo "The reason - Hoobastank". Aí vem você e me pergunta: "o que esse texto tem a ver ?". E aí eu te respondo: "eu que sei ?". Mas apesar de parecer muito Isabella Swan, expressa certa parte do que sentimos em relação a alguém que amamos e sabemos que sentimos um medo indescritível de perder alguém assim. Talvez eu tenha viajado far, far away escrevendo. Ou para alguém isso faz algum sentido.

Obs: vou tentar parar de usar palavras em inglês no meio de frases em português, eu sei que é muito brega. E parece que estou pagando de poser, é.