segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Babaquices.

Quero chorar sem motivo, rir também. Quero que me escutem e prestem atenção pra não me responderem bobagem e me deixar brava. Não gosto de solidão, porém não gosto de muitas pessoas. Prefiro quando me façam perguntas superficiais ao invés de pedirem minha autobiografia. Apesar disso, quero poder ser eu mesma, falar merda pra todo mundo ouvir e não ser reprovada pelas minhas atitudes ou taxada de algo que não sou. Não sou muito diferente de você, não tanto quanto pensa. Pode me achar uma imbecil mas, apesar de nossos pensamentos, pode ser que estejamos todos aqui só pra perpetuar uma espécie que nem sabemos o motivo pela qual existe.

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Dois posts em um dia e quase na mesma hora, realmente interessante. Não, só tinha textos prontos, desculpe desapontá-los. Esse ainda me descreve, deve ser de uns 7 meses atrás. Está certo que não mudaria drasticamente em pouco tempo, mas nunca se sabe. A última parte é realmente uma incógnita, tanto pelo seu real sentido quanto o motivo pelo qual o deixei. Enfim, babaquices como sempre.
Árvores a cercavam, sentia um arrepio estranho ao passar por elas, especialmente por estar escuro.  Não gostava de pensar no que poderia acontecer se não tivesse a sorte de chegar em casa sem algum arranhão sequer.  Seu corpo sacudia de medo, seus pés já calejados e sofridos graças às sandálias que teimou em colocar. Olhava atentamente com seus olhos já cegos; as ruas realmente estavam ajudando muito com seus buracos e remendos malfeitos. Tropeçando e caindo algumas vezes, chegou em casa. Deitou no sofá e não dormiu. Como ? queria saber.  Aguardava o sono chegar assistindo ao noticiário de madrugada e pensava que os energéticos da última hora poderiam estar fazendo algum efeito. Provável. Caiu novamente em devaneios e percebera quantos eventos já marcara sua presença somente naqueles meses, na sua cidade não tão pequena assim. Lembrou de como conheceu o namorado, o desastrado que conseguiu colocar fogo no seu cabelo, infelizmente curto e com um penteado não agradável após o incidente.

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Achei esse texto aqui, devo ter escrito a muito tempo. Corrigi alguns erros de gramática e citações aleatórias. Não tem um motivo específico para esta postando agora, só achei engraçado (?) e quis compartilhá-lo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os leitores devem achar que

sou alguém sem sentimentos e que não acredito que os outros os tenham. Bom, a verdade é que necessito criar uma capa protetora, uma máscara talvez, de alguém mais forte do que sou. É incrível minha facilidade de me magoar com coisas que, as vezes, não tiveram a mínima intenção de me atingir. Sou bem boba mesmo. Mas isso não significa que o que escrevo é tudo mentira, pelo contrário, meus textos nascem das minhas revoltas, dos toscos devaneios que tenho também.
Como sei que sou assim talvez eu queira mudar algo em mim, certo ? Bom, quase correto. Deveria parar de ser deprimida e esconder certas coisas, mas não é algo que eu realmente queira mudar.


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Enquanto escrevia, lembrei que muitos me vêem sorrir o tempo todo. Só aqueles que já me viram chorar de verdade sabem o quanto é difícil eu ME perdoar por qualquer coisa. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Solidariedade: voluntária ou automática ?

Temporária, é só o que sei. Pessoas estão sofrendo esses últimos dias e boa parte populacional sente pena ou tenta ajudar de alguma forma. Mas dificilmente alguém pensa que se realmente quer ajudar, por qualquer motivo, deve fazê-lo (ou pode) a sua vida toda, não só em momentos em que parecem precisar, quando pessoas já amarguradas despencam em solidão e perdas. Necessitados precisam de ajuda o tempo todo e poucos vêem, de verdade.
Pelo pouco que entendo e conheço nós, ditos humanos, isso nunca mudará, é um ciclo não sei se vicioso, mas que pode se passar por um.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sem roteiros.

É difícil planejar o que quer que seja. Sempre um detalhe minúsculo muda todo um dia ou, até mesmo, toda uma vida. Não compreendo se tal instabilidade é algo necessário, mas parece bom, nos dá a liberdade e, talvez, uma pitada de mistério. Pra que isso ocorra naturalmente é preciso entender que viver é um eterno aprendizado, porém se prestarmos atenção em tudo que aprendemos deixamos de viver. Ser intenso talvez seja uma das melhores qualidades que existe e quem a possui dificilmente estaria escrevendo um texto como este agora.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Praiando.

Voltei da cidade/vilarejo mas ainda não estou em casa. Guarujá me espera amanhã e espero que algumas marcas desapareçam (literalmente).
Sem posts criativos e com pessoas me assistindo postar. Esperem enquanto têm paciência ou abandonem o blog menos visto da face da Terra -s